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Já faz um tempo que não basta apenas estar na internet, é preciso entregar valor para o seu público-alvo, se sua empresa quiser se destacar. Por um bom tempo, o foco das estratégias de SEO era técnico e tecnológico, onde bastava compreender os critérios de ranqueamento do Google para vencer a corrida pelas palavras-chave. 

As estratégias de SEO para ser encontrado na busca orgânica do Google já são velhas conhecidas, mas de uns tempos para cá, a experiência na página tem se tornado cada vez mais relevante para o site de buscas. O Google chegou a anunciar a inclusão de métricas com fatores de experiência do consumidor, na tentativa de equilibrar o que é bom para as empresas com o que os usuários buscam. Essa atualização é o Google Page Experience. 

Vamos entender melhor essa ferramenta, que faz parte das estratégias da gigante de tecnologia para colocar o usuário cada vez mais no centro de todas as interações na web. 

O que é o Google Page Experience? 

Assim como nos conceitos do UX Design, a Experiência na Página para o Google engloba uma série de indicadores incluídos na classificação da Pesquisa do Google, que “medem como os usuários percebem a experiência de interagir com uma página da Web e contribuem para nosso trabalho contínuo de garantir que as pessoas tenham uma experiência mais útil e agradável na Web”, segundo a documentação do próprio Google.

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Ainda segundo as diretrizes do Google, a ótima experiência na página não substitui o conteúdo de qualidade, mas serve como desempate quando houver diversas páginas com a mesma relevância em seu conteúdo. Para além do Page Experience, manter uma boa usabilidade em seu website é primordial para que a interação dos seus visitantes seja inesquecível e eles voltem ao seu site, naveguem por ele (o que também ajuda no ranqueamento), encontrem o que procuram e, claro, fechem negócio. 

Os fatores de experiência na página do Google são uma forma de garantir que o usuário está tendo uma boa experiência de navegação e que sua interação é facilitada, sua intenção de busca devidamente respondida e sua experiência é satisfatória. 

Vamos conhecer melhor os indicadores de experiência do Google

Toda essa atualização nada mais é do que a experiência do usuário ganhando um peso maior dentro do buscador. Peso esse que ela já tem no quesito negócio. Uma empresa que aplica de forma efetiva as técnicas de UX Design em seus produtos digitais já parte do princípio que as necessidades dos seus usuários estão no centro de suas estratégias, o que só beneficia esse relacionamento. Mas vamos entender um pouco como os critérios do Google Page Experience também podem beneficiar ainda mais a usabilidade do seu site, unindo o útil (UX) ao agradável (UI). 

Core Web Vitals

As Core Web Vitals existem desde 2020 e são as métricas específicas para avaliar a experiência na página. Elas conseguem realizar essa avaliação sobre os aspectos do desenvolvimento de um site através do trio de medições: Largest Contentful Paint (LCP), First Input Delay (FID) e Cumulative Layout Shift (CLS). O principal objetivo é estabelecer critérios simples e unificar as métricas da experiência do usuário a ponto de que uma pessoa não técnica no assunto possa identificar e corrigir os problemas de UX Design e performance. 

Imagine que você está em busca de uma informação e a página em que clicou está demorando demais para carregar. Você vai fechá-la e ir para a próxima. Ou então que o conteúdo prometido não é realmente útil ou não é tratado na página. Outra frustração para o usuário, que sai da página e, provavelmente, não voltará mais. Por isso, cada uma das métricas nasceu com um critério essencial para assegurar uma página rápida e otimizada. Vamos conhecê-las.

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O gif abaixo, publicado pelo próprio Google, exemplifica melhor a CLS. É quando você vai clicar em um botão enquanto a página ainda carrega, ele muda de posição e você clica no botão errado.

Compatibilidade com dispositivos móveis

Agora, vamos às métricas que o Google já considerava para o ranqueamento, como a compatibilidade do seu site com todos os tipos de dispositivos móveis. Os conteúdos que não são AMP (Accelerated Mobile Pages – páginas de carregamento rápido e visual atrativo voltadas para dispositivos móveis), mas que estão adequados às políticas do recurso Google Notícias, também poderão aparecer no topo das buscas em dispositivos móveis.

Para saber a pontuação das duas páginas, o Google disponibiliza um link para fazer um teste de compatibilidade. Basta colocar a URL, que ele mostra a pontuação. Faça o seu AQUI.

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HTTPS

Essa métrica trata da segurança de navegação que suas páginas oferecem ao usuário. O HTTPS informa o navegador sobre o quão seguro é o acesso dentro do seu website e comunica ao Google o seu desempenho nesse aspecto. O navegador Chrome mostra um alerta quando não é possível visitar um site de forma segura ou particular. 

Como verificar o status de segurança no Chrome

Abra uma página e confira o status de segurança à esquerda do endereço da URL:

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São 3 classificações: 

 

  • Seguro
  • Informações ou Não seguro
  • Não seguro ou Perigoso

Política de Intersticiais

Esse nome esquisito nada mais é do que um mecanismo de publicidade que permite posicionar anúncios na tela do usuário assim que ele acessa uma página. É como um pop-up, mas com diversas formas de posicionar a mensagem nas telas. Mas para que eles não se tornem apenas uma janela chata que salta na tela do usuário, trazendo irritação e fazendo com que ele fecha sua página, é preciso que sejam bem pensados e tragam um valor real. 

É isso que o Google avalia, se sua página não apresenta tantos conteúdos intrusivos que acaba só bloqueando a informação que o usuário realmente queria acessar, fazendo com que ele abandone a navegação. Utilizar esses elementos acaba impactando negativamente a experiência do usuário para os critérios de Page Experience. 

Como iniciar a adequação a esses critérios?

Agora que conhecemos os critérios de avaliação, é preciso analisar se suas páginas estão com boas pontuações e realizar as melhorias necessárias. Para facilitar essa tarefa, o próprio Google disponibiliza algumas ferramentas de avaliação e medição. Vamos conhecer rapidamente algumas delas a seguir. 

Google Search Console

O Search Console já é uma das plataformas mais utilizadas por profissionais de SEO para realizar suas análises, pois disponibiliza  um relatório chamado “Métricas essenciais da Web”. Ele fica na seção “Melhorias” e vai ajudar a entender se suas páginas estão bem ranqueadas nos critérios especiais de experiência do usuário. 

Goole Pagesopeed Insights

A PageSpeed é uma ferramenta disponibilizada gratuitamente pelo Google, onde é possível mensurar a velocidade de carregamento de suas páginas, tanto para mobile quanto para desktop. Ela já foi atualizada para contemplar as Core Web Vitals. 

Google Lighthouse

A ferramenta do Google que dá uma nota para o seu site e aponta possíveis problemas e correções. A nota é baseada nos critérios do Google e indica métricas em quatro categorias: performance, acessibilidade, SEO e boas práticas do Google, é claro. 

Mas, afinal, como tudo isso impacta o site do meu negócio? 

Como as métricas do Google para a experiência do usuário não deixam de ser aspectos que são considerados no UX e UI Design, ao seguir as diretrizes, você estará contribuindo para oferecer uma melhor navegação ao seu usuário, diminuindo assim as chances de abandono das suas páginas.  

Em alguns dados recentes, o Google revelou que e-commerces que priorizam as diretrizes das novas métricas podem diminuir em 24% a chance do abandono de páginas. 

Além disso, suas chances de ter um bom ranqueamento e tráfego orgânico no buscador mais usado do mundo aumentam. Caso você continue a não priorizar as recomendações relacionadas à experiência do usuário, seu site tende a perder ainda mais posições e a sofrer penalizações do Google. 

Em resumo, ao colocar a experiência do consumidor no centro da sua estratégia digital, você elimina obstáculos que fazem o usuário preferir outras páginas à sua, diminuindo sua taxa de rejeição e estreitando o relacionamento com o seu cliente, para além do digital. 

SXO: um novo SEO?

O que a experiência do usuário tem a ver com as técnicas de SEO? Podemos dizer que tudo. As duas abordagens trabalham de formas diferentes, mas complementares, com um mesmo objetivo: melhorar a experiência do usuário. É por isso que surgiu o SXO (Search Experience Optimization), o resultados das técnicas de SEO com as melhores práticas de UX Design. 

Através de práticas como os Testes A\B, Funis de Conversão e Segmentação, o SXO tem o objetivo de verificar a versão mais efetiva de uma página através de dados de conversão dos usuários, mapeando as interações e as jornadas dos mesmos, podendo inclusive segmentar as páginas de acordo com os interesses, perfis e comportamentos desses usuários. 

Você pode entender melhor essas tendências na área de SEO com este nosso artigo.

Todas essas mudanças focam no objetivo de melhorar o seu relacionamento com seu usuário e as soluções e propostas de valor que você consegue passar através de seu site. Quer contar com um time especialista em SEO e UX Design, que consegue unir essas duas técnicas para melhor ranquear suas páginas no Google? Entre em contato com a gente e converse com os especialistas da Attri. 

Falar com um consultor.

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Quem escreveu este conteúdo:

Bruna Reis

Bruna é bacharel em Comunicação - Jornalismo pela PUCRS, cursando especialização em User Experience, também na PUCRS. Já foi repórter de portais de notícias e revistas de ciência. Hoje, dedica seu tempo a aprender cada vez mais sobre a arte da redação, aliada à experiência do usuário.

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