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Apesar da maioria dos cargos na área de tecnologia serem ocupados por homens, existe uma área específica onde o protagonismo é majoritariamente feminino: o UX (user experience). De acordo com um relatório da Carrer Explorer em 2020, 53% das vagas relacionadas a UX design são comandadas por mulheres. 

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Ao mesmo tempo que os dados impressionam, soam um pouco contraditórios, considerando que as mulheres possuem apenas 25% dos empregos nas empresas de Big Tech e apenas 3% das estudantes consideram a tecnologia uma possibilidade na sua graduação. Então, como o número de mulheres em UX Design se tornou tão relevante e como estas profissionais estão conquistando o seu espaço no mercado?

Ainda assim, muitas mulheres em UX e UI Design continuam enfrentando desafios no mercado de trabalho, como oportunidades desiguais comparado a profissionais homens. Nos últimos anos, empresas de tecnologia têm reconhecido a importância da diversidade em suas equipes, tornando ambientes de trabalho mais inclusivos e seus processos de recrutamento e promoção mais transparentes. 

A inovação dentro do design passa diretamente pelas oportunidades e redes de apoio voltadas às profissionais mulheres em UX/UI, eliminando obstáculos que costumavam estar em seus caminhos. 

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Quais as oportunidades disponíveis para mulheres em UX?

Existem diversas opções de empregos dentro da área de experiência do usuário para profissionais mulheres, como gerente de UX, desenvolvedora, UX researcher, analista de UX, UX Writer, arquiteta de informação e mais.

Ao reconhecerem barreiras no mercado de usabilidade, líderes na área de UX apresentaram iniciativas para apoiar mulheres desde a formação escolar até a entrada no mercado de trabalho. A seguir, listamos algumas das mais notáveis conferências, organizações e oportunidades de network para mulheres em UX:

  1. Ladies That UX
  2. Women In UX Conference
  3. Women In User Experience Facebook Group
  4. InVision Design Leadership Forum
  5. Women Talk Design
  6. Innovation Women
  7. Women Who Design
  8. Black Girls Code

 

Conhecendo as principais profissionais mulheres em UX e suas trajetórias

 

imagem blog sazonal dia da mulher 02Elizabeth Churchill – Diretora UX do Google

Elizabeth é uma profissional vanguardista em humanizar produtos cotidianos dentro do seu legado como diretora de experiência de usuário no Google. Ela é uma cientista social que abordou academicamente possíveis melhorias da interação humano-computador. 

Seu brilhantismo também foi notado por gigantes como Yahoo!, PARC, Fuji Xerox, eBay e muitas outras empresas para suas pesquisas. Elizabeth também é uma defensora ferrenha da igualdade de gênero e é coautora de vários estudos sobre o assunto.

 

imagem blog sazonal dia da mulher 03Hwanghah Jeong – UX Designer do Airbnb / Estagiária de Design de UX da Microsoft 

Durante sua graduação na Faculdade de Arte e Design de Savannah, na Geórgia, EUA, Hwanghah chamou a atenção da bilionária Microsoft pela excelente habilidade técnica, exibida em seu site pessoal, onde seu portfólio e visão de design visual refletem a qualidade dos trabalhos em UX Design. Atualmente, ela ocupa o cargo de UX Designer do Airbnb.

 

imagem blog sazonal dia da mulher 04Julie Zhuo – Vice Presidente de Design do Facebook

Julie Zhuo é a condutora do time de design da rede social mais conhecida do mundo, e responsável pela usabilidade cativante da plataforma. Além disso, ela é uma leitora, escritora e tuiteira ávida. Não à toa, o seu livro, “The Making of a Manager”, foi publicado em 2019.

 

imagem blog sazonal dia da mulher 05Jessie Ren – UX Designer da Google, anteriormente UX Designer Senior da Apple e Evernote

Sabe qual área pessoas jovens conquistam o título de senior? A de experiência do usuário. Jessie Ren é uma profissional brilhante de São Francisco, Califórnia, EUA. Ela tem no seu currículo Google, Apple e Evernote. Jessie também compartilha seu conhecimento na Designlab, e como designer de produto no meio acadêmico.

 

imagem blog sazonal dia da mulher 06Carolyn Li-Madeo – UX Designer na Wikimedia

Você já ouviu falar do Wikimedia, o movimento global que oferece conteúdo educacional gratuito a um clique? O UX desta plataforma é criação de outra influente profissional da área. 

Carolyn Li-Madeo é designer por formação, trabalha com pesquisa de usuários e também fez parte do famoso Internet Archives, um site que recuperava conteúdos excluídos na web. Mas foi como bibliotecária da universidade que percebeu a importância de arquivar, planejar e executar.

 

Com a palavra, as especialistas em UX e tecnologia da Attri

A Attri é uma empresa que desde sua criação, sempre prezou pela diversidade. Acreditamos que os diferentes pontos de vista dos colaboradores da empresa fazem da equipe uma fonte tão rica de vivências, nos aproximando das experiências de usuários e clientes que procuram a nossa expertise. 

Usabilidade e tecnologia são nossos principais pilares, e para enriquecer este artigo, após listarmos profissionais referências do mercado de UX, conversamos com duas referências femininas de UX e tecnologia na Attri.

Rafaela Decarli – UX/UI Designer

A Rafaela é UX/UI Designer na Attri. Conversamos com ela para saber mais da sua trajetória dentro da área e como ela vê o mercado de tecnologia para profissionais mulheres.

Rafa, o que te trouxe ao campo do UX? Você trabalhou em alguma outra área antes?

Eu sou formada em Publicidade e Propaganda, e trabalhei com criação e direção de arte em agências de publicidade. Sempre achei muito incoerente fazer propaganda para um determinado target sem conhecer quem é esse público e o que ele realmente quer com o produto que eu estava vendendo. 

Ao mesmo tempo, sempre fui fã de tecnologia e queria muito aprender programação. Depois de concluir minha graduação em Publicidade e Propaganda, resolvi fazer uma segunda graduação e fui estudar Engenharia de Software. 

Foi ali que tive contato com disciplinas que colocavam o usuário de um software no centro das decisões, e aquilo fez muito sentido pra mim, sendo um divisor de águas na minha carreira. Decidi me especializar em Design de Experiência do Usuário e hoje meu trabalho faz muito mais sentido, pois acredito que ele realmente pode gerar experiências valiosas na vida das pessoas usuárias.

 

Como você vê o mercado de UX e o mercado de tecnologia para as mulheres?

Hoje o mercado está muito aquecido e as oportunidades ao redor da área de UX crescem muito. Vejo o mesmo para quem quer seguir na área de TI (Tecnologia da Informação), mas infelizmente as mulheres na TI ainda são minoria.

Nunca esqueço de um episódio na faculdade de Engenharia de Software. Eu era a única mulher do meu grupo, e comecei a dar uma ideia para um trabalho, mas fui interrompida por um colega que dizia que eu não tinha entendido o trabalho, e começou a me “corrigir” sobre aquilo que eu estava falando. 

Educadamente eu disse “colega, eu entendi. Eu só não concordo contigo e estou sugerindo outro caminho.” Essa é uma situação que resume muito da experiência como aluna de TI: ter a fala interrompida e sentir que minhas ideias eram desvalorizadas. 

Imagino que várias outras colegas tenham passado por situações parecidas, e talvez essas situações corroborem para desmotivarem-nas a seguir no curso, como aconteceu comigo. E isso acaba se refletindo no mercado de trabalho.

Por isso, acho tão importante investir em programas que incentivam mulheres a seguir nas carreiras técnicas e garantir o apoio durante suas jornadas, porque não é fácil conquistar seu espaço em um mercado tão desequilibrado. E vejo que a solução começa na educação, desde a mais básica até o ensino superior.

 

Quais são as mulheres da área tech que inspiram e são referência para você?

Como falei sobre a importância em apoiar e incentivar as mulheres a conquistarem seus sonhos na área tech, trago duas figuras que me inspiram demais.

Uma delas é a Karen Santos, fundadora e CEO da Edtech UX para Minas Pretas, que se dedica a “mudar a cara da tecnologia” apresentando mulheres negras ao mercado de UX e tecnologia. A Karen atua fortemente na comunidade, que gira em torno da educação e democratização de conhecimento.

A outra referência é a Karina Tronkos, também conhecida como Nina Talks. Ela é uma evangelista de design e tecnologia que está sempre ajudando outras pessoas a se sentirem confiantes para seguirem uma carreira em tech. Os conteúdos dela são muito divertidos e de ótima qualidade. Uma influenciadora maravilhosa e profissional super competente que, com sua experiência e rede de contatos, incentiva pessoas, principalmente mulheres, a desenvolver uma carreira nas áreas de UX e TI.

 

Você observa um movimento assertivo das marcas ao utilizar a experiência do usuário para conversar com as mulheres ou ainda é algo vago?

Enxergo o Design de Experiência do Usuário como uma disciplina que aplica o saber ouvir, saber observar e, principalmente, saber se colocar no lugar do outro. 

Acho que a maioria das marcas está começando a perceber o quão é importante olhar para essa questão, mas ainda existe um caminho longo a percorrer.

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Amanda Caraça – Desenvolvedora da Attri

A Amanda é desenvolvedora na Attri. Conversamos para saber mais sobre sua trajetória dentro da área e como ela vê o mercado de tecnologia para profissionais mulheres.

Amanda, o que te trouxe ao campo de tecnologia e desenvolvimento? Você trabalhou em alguma outra área antes?

Desde muito nova sempre gostei da área de tecnologia, gostava muito de desenvolver templates para sites como Tumblr e também tinha uma grande paixão por projetos de mecatrônica. Mas mesmo com esse sentimento enorme pela área por conta dos meus pais serem conservadores, eu cursei Etec em Administração e um ano de Direito na faculdade. Trabalhei por vários anos nas áreas de RH e Financeiro em algumas empresas, mesmo sabendo que não era o que eu realmente queria.

Como você vê o mercado de UX e o mercado de tecnologia para as mulheres?

Hoje eu consigo ver que o mercado tenta dar um valor maior para as mulheres de tech, mas ainda assim faltam mudanças da parte de diversas empresas, principalmente dos gestores, que acabam na maioria das vezes sendo homens, e por um preconceito muitas vezes até inconsciente, dão oportunidade para outros homens.

Quais são as mulheres da área tech (e de outros segmentos) que inspiram e são referência para você?

Hoje eu tenho como inspiração mulheres que eu considero fortes, como Luiza Helena Trajano e Camila Farani.

Dentro do mercado de tecnologia, o número de mulheres ainda é menor em relação aos profissionais homens. Você acredita que é possível mudar esse cenário? E como essa mudança começa?

Sim, é possível. Acredito que o primeiro passo seria uma conscientização geral para que esses preconceitos sejam derrubados, após isso, munir plataformas que oferecem cursos com informações e principalmente professores dentro da área de tech. É possível que exista uma revolução no mercado que possibilite ainda mais a entrada de mulheres.

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Attri: não existe usabilidade sem diversidade

Como falou a UX/UI Designer da Attri, Rafaela Decarli, para entender o outro, é preciso se pôr no lugar do outro. 

Em estratégias de UX que visam compreender e criar um vínculo com determinado público, pontos de vista que conversem com os usuários de um app, site ou plataforma, são obtidos através de pesquisas, mas também por meio das experiências de desenvolvedores e profissionais de UX que compreendam a audiência porque são parte dela. 

E essa empatia como ferramenta de transformação uma empresa só alcança através da diversidade na equipe. Na Attri, trabalhamos assim. Quer compreender o seu público? Entre em contato com a gente.

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Quem escreveu este conteúdo:

Matias Lucena

Matias Lucena, bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), redator publicitário, ilustrador de final de semana e pós-graduando em User Experience Design and Beyond pela PUC -RS. The Wire é o melhor storytelling da TV, mas meu coração vai estar sempre com a Família Soprano.

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