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O escritor Douglas Adams revolucionou e furou a bolha da literatura de ficção científica ao acrescentar uma boa dose de humor nos livros que compõem a série O Guia do Mochileiro das Galáxias. Assim como a obra de Adams, que inspirou uma data para comemorar o orgulho nerd chamada o Dia da Toalha, o Design Thinking é uma metodologia que ultrapassou os limites da área de Design que lhe dá o nome, e hoje é utilizada por empresas dos mais diversos segmentos para inovação, aperfeiçoamento e desenvolvimento de produtos ou serviços. Mas o que o Design Thinking e O Guia do Mochileiro têm em comum? Acompanhe a seguir como cada etapa do método se relaciona com o legado de Adams.

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Não entre em pânico! O Design Thinking pode ser a tolha da sua jornada

O Design Thinking precisa de capacidade para combinar empatia no contexto de um problema, e assim colocar as pessoas no centro do desenvolvimento do projeto. Além disso, o Design Thinking é feito de criatividade para gerar soluções e razão para analisar e adaptá-las ao contexto. Ao entender os métodos e processos que designers usam para criar soluções, colaboradores de empresas e organizações revitalizam seus próprios processos criativos em busca da inovação.

O Design Thinking é composto por quatro etapas essenciais: imersão, ideação, prototipação e implementação.

Imersão: 42, a resposta sem pergunta.

No livro “A vida, o universo e tudo mais”, terceiro volume da trilogia de cinco (é isso mesmo que você leu) de “O Guia do Mochileiro da Galáxias”, o personagem Arthur Dent precisa salvar o universo dos robôs xenófobos do planeta Krikkit, mais uma paródia nada sutil de Douglas Adams sobre a humanidade. Neste volume, o autor cria uma história que oferece significados diversos em relação à vida, o universo e tudo mais, como o próprio título diz.

A civilização de Krikkit busca respostas para todas as questões, por isso constrói um supercomputador capaz de responder a qualquer dúvida, chamado Pensador Profundo. Ao ser questionado sobre o sentido da vida, do universo e de tudo mais, a máquina levou milhares de anos para dar a resposta: o número 42. Mas por que 42? Aleatoriedades típicas de Adams. A partir daí, os personagens tentam descobrir a pergunta para essa resposta.

Na etapa de imersão, a pesquisa é fundamental para compreender a relação entre o serviço ou produto e seu público alvo. Por isso, é preciso associar várias questões a respostas que você pensa ter. Buscar uma pergunta para uma resposta aleatória até ela fazer sentido é parte de um processo criativo como o Design Thinking. Liste possibilidades, como faz o Gerador de Improbabilidade Infinita, criação de Adams para a série para celebrar o aleatório. Novas possibilidades podem se apresentar neste processo.

Ideação – Contemplando o céu em uma noite de 1977

A ideação é a etapa do Design Thinking onde as ideias são sugeridas em um brainstorm. O objetivo aqui é deixar todos participantes do processo à vontade e sem medo de propor, ainda que as opções não sejam as definitivas – e dificilmente serão. Douglas Adams idealizou a saga do Mochileiro em meio a uma bebedeira, enquanto contemplava o céu em uma noite de 1977.

Não é preciso (e nem recomendado) ter o apreço pelo uísque do escritor inglês para participar de um brainstorming, mas pense como um momento de contemplação, sem amarras a conceitos com os quais você trabalhou. O aprendizado de hoje envolve desaprender o que já é datado para estar aberto à inovação.

Outros exemplos interessantes que aparecem na obra de Adams são o Babel Fish, um peixe que traduz idiomas, a Inteligência Artificial Marvin, e a importância da toalha para um mochileiro das galáxias durante sua viagem interestelar. Ok, o texto de Adams é carregado de cinismo e ironia, mas a prova de que, mesmo flertando com a comédia, ele foi um grande escritor de ficção científica. Seus personagens e máquinas concebidos na década de 1970 inspiraram gadgets atuais, como dispositivos de tradução e smart speakers com inteligência artificial sendo utilizados para tarefas banais, tal qual Marvin, que possui uma inteligência 50 mil vezes maior que a de um ser humano.

“Nós estamos presos à tecnologia quando o que realmente queremos é apenas coisas que funcionem”.

Prototipação – The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy – BBC Radio 4

A prototipação é a fisicalização de uma ideia da etapa anterior de ideação. Normalmente, são testados na forma de rascunhos, sketches, miniaturas, etc, com o objetivo de testar o um produto ou serviço inúmeras vezes.

Antes de lançar os livros da série, formato de que consagrou a obra, e tê-la adaptada ao cinema em 2005, quando já havia falecido, Douglas Adams roteirizou uma radionovela em 1978 para a BBC Radio 4 inspirada no Guia – e que você pode ouvir aqui.

De certa forma, por anteceder as publicações e o filme, o programa da BBC não deixa de ser um protótipo – de alta fidelidade, sejamos honestos – do que viria a conquistar leitores mundo afora, já que ao contrário da radionovela, os livros podem ser consumidos por qualquer pessoa, em qualquer lugar, e em qualquer idioma.

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Implementação – Trilogia de cinco livros, filme de 2005 e o Dia da Toalha

Última etapa do Design Thinking, é o momento de apresentar ao público o produto ou serviço que foi desenvolvido no processo. E mesmo sendo a última etapa, o processo como um todo não acaba por aqui. Por exemplo, entre 1979 e 1992, foram publicados os cinco livros da “trilogia” do Mochileiro: “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, “O Restaurante no Fim do Universo”, “A vida, o universo e tudo mais”, “Até mais e obrigado pelos peixes” e “Praticamente Inofensiva”. A cada livro, o texto de Adams desenvolvia mais identidade, combinando Kurt Vonnegut com Monty Python e sci-fi.

A implementação ser ou não a última etapa de um processo de Design Thinking depende das pessoas por trás do projeto. Douglas Adams continuou desenvolvendo e aprimorando sua obra, e assim conquistou fãs por todo o mundo. E mais: a toalha dos seus livros se tornou um símbolo para uma geração de entusiastas de sci-fi, games, quadrinhos e cultura pop.

Adams faleceu em 2001, quatro anos antes de ter sua criação adaptada para o cinema. Mas seu legado é atemporal. Ainda que sua trajetória não tenha sido construída através do Design Thinking, a metodologia é tão eficiente que conseguimos conectar pontos da vida e da obra do escritor britânico com cada etapa.

A vida, o universo, o Design Thinking e tudo mais.

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Quem escreveu este conteúdo:

Matias Lucena

Matias Lucena, bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), redator publicitário, ilustrador de final de semana e pós-graduando em User Experience Design and Beyond pela PUC -RS. The Wire é o melhor storytelling da TV, mas meu coração vai estar sempre com a Família Soprano.

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