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Torradeiras inteligentes, termômetros retais conectados e colares fitness para cães são alguns dos itens questionáveis que são associados como parte da Internet das Coisas. Máquinas conectadas e objetos em fábricas potencializam a ideia de uma 4ª Revolução Industrial, e especialistas prevêem uma adesão cada vez maior de novos negócios rodando através da Internet das Coisas na próxima década. A seguir, vamos saber mais sobre o que significa Internet das Coisas, também conhecida pela sigla IoT (Internet of Things, em inglês), qual o papel da IoT na nossa vida e quais as expectativas da Internet das Coisas em 2022.

 

O que é Internet das Coisas?

Em um conceito amplo, o termo IoT engloba tudo que esteja conectado à internet, mas cada vez mais tem sido usado para definir objetos que interagem entre si. A Internet das Coisas é feita de dispositivos – sensores, smartphones, vestíveis, entre outros – que se conectam entre si.

Ao combinar os dispositivos conectados com sistemas de automatização, é possível reunir informações, analisá-las e criar uma ação para ajudar alguém em um determinada tarefa ou em um processo de aprendizado. A IOT é sobre redes, dispositivos e especialmente sobre dados. 

Por que dispositivos conectados precisam compartilhar informações e dados?

Uma questão que tem sido levantada em relação a IoT é: tudo que está conectado à internet deveria estar? A verdade é que todos dispositivos coletam dados para um propósito específico que serão úteis para consumidores e vão impactar a economia de forma mais ampla.

Dentro das aplicações industriais, sensores de linhas de produção podem melhorar a eficiência e eliminar o desperdício. Um estudo realizado estima que 35% dos fabricantes norte-americanos estão usando dados de sensores inteligentes dentro de suas configurações. 

A IoT oferece uma oportunidade de sermos mais eficientes em nossas atividades, nos poupando tempo, dinheiro e, frequentemente, emissões nos processos. A qualidade e o alcance dos dados através da Internet das Coisas gera uma oportunidade para interação muito mais contextualizada e responsivas com dispositivos, a ponto de criar o potencial para uma mudança global.

Qual o próximo passo para a Internet das Coisas?

Até mesmo aqueles que adquiriram um dos produtos considerados dispositivos de smart homes, ou casas inteligentes – de lâmpadas, switches, sensores de movimento, aspirador robô e outros – irão atestar que a IoT está engatinhando ainda. Produtos nem sempre se conectam com facilidade entre si e existem problemas de segurança que precisam ser resolvidos.

Por outro lado, cada vez mais diversas empresas mundo afora aderiram ao Darwinismo Digital utilizando IoT, Inteligência Artificial e algoritmos de machine learning para evoluir seus processos em uma rapidez jamais vista.

Quanto às questões relacionadas à privacidade, é fato que qualquer dispositivo conectado à internet pode ser hackeado e os produtos de IoT não são exceção. Há ainda a questão da vigilância. Se cada produto for conectado então existe um potencial para observação desenfreada de usuários. Por exemplo, se uma geladeira conectada rastreia o consumo de alimentos, o que não for consumido poderia ser direcionado a instituições que trabalham com pessoas carentes. Se um relógio smart é capaz de detectar quando você está fazendo sexo, o que impede que as pessoas com esses dados lhe prejudiquem? 

“No futuro, serviços de inteligência poderão usar a IoT para identificação, vigilância, monitoramento, rastreamento, segmentação para recrutamento, ou para ganhar acesso a redes e credenciais de usuários”.

James Clapper, ex-diretor de Inteligência Nacional dos EUA

Inconscientemente ou não, a frase de Clapper nos traz duas visões sobre tecnologia. A visão tecnofílica, que valoriza a tecnologia como algo emancipatório, quando ele se refere à proteção, mas que não nos torna mais livres e humanos, se pensarmos na vigilância como um pretexto para punir. Por outro lado, temos uma visão tecnofóbica, que enxerga a tecnologia como uma armadilha preparada pela humanidade contra si mesma, e que nos torna menos humanos. De qualquer forma, existe algo mais presente na história da humanidade do que a busca pelo controle através do conflito? Talvez a tecnologia seja apenas um reflexo da nossa natureza, independente da solução que apresente.

É preciso estabelecer padrões confiáveis

Uma IoT confiável depende de um requisito significativo: padrões compatíveis. Objetos conectados precisam ser capazes de falar um com o outro para transferir dados e compartilhar o que estão registrando. Se estes dispositivos rodam em padrões diferentes, a comunicação deles fica comprometida. O Institute of Electrical and Electronics Standards Association listou uma lista imensa de padrões que precisam ser desenvolvidos para diferentes aplicações.

Para resolver este assunto em uma escala empreendedora, a Microsoft introduziu seu próprio sistema para dispositivos de Internet das Coisas. Chamado Central IoT, o sistema oferece às empresas uma plataforma centralizada de gerenciamento para configurar devices de IoT. A Microsoft alega que o sistema simplifica a criação de redes de Internet das Coisas. 

Internet das Coisas na cultura pop: filmes, documentários e livros sobre IoT

No mais recente trailer do reboot da franquia Pânico, criada pelo mestre do horror Wes Craven, uma jovem lida novamente com alguém assumindo a identidade do Ghostface, o assassino da série slasher. O filme original, lançado em 1996, reinventou o gênero e começava com a atriz Drew Barrymore atendendo a um telefonema ameaçador do Ghostface. Já o trailer atual mostra a garota trocando mensagens no smartphone com o novo assassino, enquanto a tela indica que ela está em uma smart home, e que as fechaduras fecham e abrem enquanto o assassino ronda a casa. Como a franquia não aposta no sobrenatural, a tecnologia aparentemente terá um papel essencial no filme que estreia em 2022.

Na última década, a tecnologia se tornou parte importante em nossas vidas, quase como uma extensão de nossos corpos considerando o multiuso que fazemos de smartphones e outros dispositivos. A cultura pop já assimilou a mudança, e conversas de celular e smart homes são recorrentes em seriados e filmes. Ok, o universo imaginário de Star Wars pode muito bem ser todo conectado por uma IoT própria, a Skynet da franquia Exterminador do Futuro poderia ser uma versão assombrada de qualquer uma das cinco gigantes atuais da tech, e em 1999, Matrix mostrou novas possibilidades mostrando uma realidade simulada para uma audiência facilmente impressionável naquela época. Mas a relação atual do cinema, do streaming e da literatura com a tecnologia é mais realista – e por vezes, pessimista.

The Internet of Everything (2020)

The Internet of Everything é um documentário de 2020 que analisa o hype ao redor da nova fronteira evolutiva da Internet. Questionando o uso duvidoso de alguns dispositivos, o documentário oferece uma visão abrangente sobre a Internet como uma força democratizadora, ou ao invés disso um terreno fértil para a formação de novos impérios e conglomerados. Você pode assistir aqui no YouTube: 

Eis os Delírios do Mundo Conectado (2016)

Lo and Behold, Reveries of the Connected World, ou em português Eis os Delírios do Mundo Conectado, traz o olhar de Werner Herzog, um dos maiores cineastas alemães e diretor de Nosferatu: Phantom der Nacht (1979), para a internet, a robótica e a Internet das Coisas. O motivo para assistir? É um documentário de Werner Herzog sobre tecnologia. Disponível no MUBI para assinantes

Silicon Valley (2014 – 2019)

Silicon Valley é uma série de comédia criada por Mike Judge, o responsável por Beavis and Butthead, King of The Hill, Office Space e Idiocracia. O senso de humor de Judge cai como uma luva para contar a história de um grupo de desenvolvedores que, por acidente, acaba revolucionando a conexão da internet através de um app sem muita utilidade. Ao contrário da ciência da Marvel, por exemplo, que só existia na mente de seu editor Stan Lee, os fatos que ocorrem em Silicon Valley são muito próximos da realidade do mercado de tecnologia do Vale do Silício, onde Mike Judge trabalhou no final da década de 1980 como engenheiro de testes.

A Internet das Coisas (2018)

Eduardo Magrani é Doutor (Ph.D.) e Mestre em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), entre outros títulos consideráveis. Magrani possui uma série de artigos sobre tecnologia, inteligência artificial, dados, ética, democracia e hiperconectividade. Seu livro A Internet das Coisas, lançado pela Editora FGV, também está disponível também no formato e-book aqui. A publicação é uma das primeiras nacionais sobre o assunto, o que traz um ponto de vista interessante e mais contextualizado a nossa realidade.

 

Usabilidade e tecnologia: a Internet das Coisas a favor do seu negócio

A Internet das Coisas está intrinsecamente ligada ao conceito de Transformação Digital, um objetivo de muitas empresas para a próxima década. Com as ferramentas corretas de tecnologia e usabilidade, é possível promover essa transformação em cada processo do seu negócio, da matéria-prima à entrega ao cliente, incluindo o pós-venda e a experiência do usuário que você pretende oferecer. A Attri possui um time multidisciplinar que se adequa a sua necessidade. Se a sua meta é entrar na próxima década com a consciência de que os resultados só virão com a conectividade dos processos, entre em contato com a gente. Vamos conduzir a sua empresa através das tecnologias ideais para seus produtos e serviços.

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Quem escreveu este conteúdo:

Matias Lucena

Matias Lucena, bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), redator publicitário, ilustrador de final de semana e apaixonado por música, futebol, quadrinhos e cinema. The Wire é o melhor storytelling da TV, mas meu coração vai estar sempre com a Família Soprano.

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