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Dinamismo, segundo o dicionário, é uma particularidade característica ou condição do que demonstra energia e movimento. É uma reunião de forças que estimulam o espírito empreendedor de forma enérgica e o impulsionam para frente, para evoluir. Dinamismo é movimento, que associado à tecnologia, move a indústria, promovendo a inovação, que por sua vez, move a mudança, fechando um ciclo de transformação.

 

 

A indústria precisa desse ciclo para acompanhar as demandas de consumo da sociedade moderna. A chamada adaptabilidade, ligada à capacidade da empresa de acompanhar, antecipar e se adaptar às tendências, sejam elas tecnológicas ou de mercado, precisa ser veloz, permitindo que a empresa teste as mudanças e acompanhe os resultados, podendo corrigir os possíveis erros no caminho. 

 

O dinamismo tecnológico impulsiona a evolução, mas também demanda que os negócios e as pessoas sejam capazes de reagir e se adaptar às circunstâncias tecnológicas que mudam cada vez mais rapidamente. É aqui que o dinamismo entra, para que a empresa esteja sempre atenta às necessidades do cliente, até mesmo antecipando aspectos fundamentais de suas eventuais futuras demandas. 

 

Essa evolução da tecnologia acaba gerando impactos generalizados na sociedade. Um dos mais recentes é chamado de Indústria 4.0, ou 4ª Revolução Industrial, onde o avanço está focado em integrar a tecnologia aos sistemas e processos produtivos, além de aprofundar a relação humano X máquina. Para conferir que mudanças o dinamismo tecnológico vem trazendo à indústria continue a leitura com a gente. 

 

Como chegamos na Indústria 4.0? 

Tudo começou no final do século 18, quando a 1ª Revolução Industrial chegou a partir da máquina a vapor e do tear mecânico para o dia a dia dos trabalhadores, levando-os do campo para o trabalho mecanizado nas fábricas. Cem anos depois, a 2ª Revolução Industrial foi originada pelos motores a combustão e turbinada pela energia elétrica, transformando completamente as metodologias de trabalho. 

 

A 3ª Revolução Industrial começou  no século passado, a partir da década de 1980, com o surgimento da microeletrônica e dos primeiros computadores que substituíram alguns processos manuais como a confecção de documentos por datilografia e a comunicação por fax. Logo mais, os computadores se popularizaram e surgiu a internet no mundo corporativo, quebrando paradigmas e fronteiras nos modelos de negócio e nos processos de produção. 

 

E então, a partir de constantes pesquisas e inovações para integrar a tecnologia aos processos produtivos industriais, chegamos à 4ª Revolução Industrial. É nela que vivemos e trabalhamos atualmente, onde as organizações migram a cada dia mais processos manuais e suscetíveis a muitas falhas humanas para a automatização de tarefas e uso de soluções mais elaboradas e ágeis. 

Vivemos em uma era de fusão sem precedentes entre o mundo virtual e o real, onde o uso de drones, impressoras 3D e realidade aumentada foram apenas o começo dessa revolução. Nossas relações de consumo e de trabalho estão mais dinâmicas e digitais do que nunca, impulsionadas por fenômenos como a computação em nuvem, o Big Data, Inteligência Artificial e a Internet das Coisas (IoT), além de novas tecnologias móveis como o 5G. Entramos na era das fábricas inteligentes, da produção agrícola controlada por telemetria, treinamentos por realidade virtual e outras tantas novas tecnologias.

 

E o dinamismo tecnológico tem um papel ímpar no avanço inédito de nossa forma de consumir e produzir, tornando os processos mais autônomos e ágeis, baseados em dados e informação. 

 

Como o avanço da tecnologia impacta a Indústria 4.0

As tecnologias presentes na Indústria 4.0 permitem diversas mudanças e melhorias na produtividade da indústria e do mercado. Entre os aspectos centrais dessa era estão automação de um número maior de processos produtivos, uma ponte melhor pavimentada entre o mundo físico e o digital, a mudança de um controle industrial central para outro sistema onde os produtos inteligentes que definem as etapas da produção, o uso de modelos de dados e sistemas para uma tomada de decisão mais assertiva e maior personalização e customização de produtos e serviços. 

 

Dinamismo que traz inteligência de negócios

Um dos pilares que merece mais destaque na Indústria 4.0 é o da inteligência de negócios, ligada aos modelos de negócio. A partir do processo de customização de produtos, os consumidores muitas vezes já são parte do processo de criação e formulação do produto, pois este leva em consideração as necessidades e dores do usuário.  

 

É nesse aspecto, adotando-se estratégias com base em dados sobre o usuário, que o relacionamento com o consumidor ganha força. A tecnologia nas ferramentas de gestão auxilia gestores a coletar e trabalhar com informações ricas sobre seu público-alvo, e a traçar novas metas com base em dados precisos, aumentando significativamente as chances de sucesso no negócio. 

 

Quais os principais benefícios da Indústria 4.0?

 

Com as inovações e tecnologias utilizadas nas empresas digitais, chega também a tão falada Transformação Digital para empresas. Ao atingir o patamar tecnológico já existente nessa era que vivemos, a indústria e os negócios podem contar com inúmeros benefícios. Veja alguns deles abaixo. 

 

  1. Mais eficiência e otimização das operações, que estarão totalmente automatizadas e armazenadas em nuvem;
  2. Mais velocidade para se adaptar às mudanças do mercado consumidor;
  3. Melhor qualidade na entrega dos produtos e maior satisfação dos clientes, já que erros são reduzidos com a atuação das máquinas e com os dados;
  4. Mais possibilidade de prever falhas e danos a equipamentos, com a manutenção preditiva;
  5. Melhoria contínua na empresa, uma vez que é possível comparar as otimizações, testar, redesenhar processos e transformá-los a partir de dados precisos;
  6. Chance de saber quase que instantaneamente a opinião dos clientes, podendo aprimorar a experiência de consumo.

 

Quais são as principais tecnologias da Indústria 4.0

Vamos finalmente a elas, as estrelas da Indústria 4.0, as tecnologias. Algumas já estão bem implementadas em alguns contextos, outras ainda estão no início do desenvolvimento, mas todas têm potencial para transformar nossa forma de consumir e produzir. 

 

Alguns especialistas separam em tecnologias fundacionais, como a Internet das Coisas, a nuvem, conexões com alta transmissão de dados, Big Data analytics, inteligência artificial e machine learning; e as tecnologias que são construídas a partir dessas bases, como simulações, robôs colaborativos, realidade aumentada e virtual, entre outras. Vamos contextualizar um pouco de cada um delas a seguir. 

 

Internet das Coisas (IoT)

A Internet das Coisas é a conexão de objetos físicos e usados no nosso dia a dia à internet ou outras formas de comunicação. É o caso dos carros autônomos, de objetos inteligentes ou o monitoramento de processos em tempo real nas indústrias. Com essa tecnologia, é possível gerar, coletar, armazenar e analisar dados instantaneamente.

 

No caso da indústria, a IoT industrial irá possibilitar um sistema de produção enriquecido com a computação incorporada. As fábricas poderão contar com objetos conectados, que formarão uma rede com os sistemas, plataformas e aplicativos. Esses dispositivos têm condições de se comunicar e interagir entre si com centros de controle mais centralizados, que tomam decisões sozinhos baseadas em dados obtidos em tempo real.

 

Inteligência Artificial (IA)

São softwares e robôs capazes de simular as habilidades humanas para tomar decisões e solucionar problemas. São inteligências feitas de algoritmos, redes neurais artificiais e sistemas de aprendizado, que simulam o raciocínio nas máquinas. Dentro do guarda-chuva da IA, estão incluídas as seguintes tecnologias

 

Big Data e Analytics

 

A Indústria 4.0 pode também ser chamada de Era dos Dados. É um volume muito grande de informações coletadas em tempo real, a cada segundo. Esses dados são armazenados no que chamamos de Big Data. A análise dessa quantidade gigantesca de dados é o tratamento dos mesmos, relacionados à indústria e ao mercado em que ela atua. 

 

A partir dessa coleta e tratamento, as tecnologias do Analytics são implementadas nas empresas para organizar e categorizar essas informações, facilitando a análise por parte dos gestores e resultando em insumos para o Business Intelligence e para a tomada de decisões. Com as ferramentas de Big Data, é possível:

 

Cibersegurança

É a segurança relacionada a prevenir roubo ou danos ao hardware, software ou dados eletrônicos das organizações. Com tantos dados disponíveis, a indústria precisa proteger os clientes e ela mesma de vazamentos, fraudes e ataques de hackers. Não podemos falar de tecnologias da Indústria 4.0 sem citar a cibersegurança. Ela é a base para o estabelecimento de práticas e procedimentos que garantam a segurança digital. Alguns dos principais problemas que a cibersegurança evita são: 

 

Ao contrário das medidas de proteção individual, um plano de cibersegurança industrial e empresarial envolve diversas ações que se relacionam e têm o objetivo de tornar a entrada direta no núcleo de dados cada vez mais complexa e protegida.

 

Computação em nuvem 

A nuvem é o espaço cibernético onde todas essas informações ficam armazenadas online em servidores compartilhados, que podem ser acessados de qualquer lugar do mundo.

Isso ajuda a otimizar custos com infraestrutura e armazenamento, eliminando os servidores físicos, como arquivos e galpões, além de permitir uma gestão remota e mais segurança no armazenamento.

Simulações virtuais

As simulações são usadas em linhas de produção para aproveitar dados em tempo real e espelhar o mundo físico. São feitas usando softwares específicos, que coletam os dados, analisam e apontam quais são os gargalos da produção que podem ser melhorados. A partir disso, é possível propor soluções, fazer o teste de hipóteses, aplicar as mudanças e analisar os resultados obtidos. Com isso, as empresas também conseguem reduzir os tempos de configuração das máquinas.

Robôs colaborativos

Os chamados Cobots são os robôs colaborativos. Eles atuam junto com as pessoas para aliar a força de trabalho e as capacidades humanas à automação. Assim, os funcionários podem deixar as tarefas difíceis e repetitivas com os robôs e focar em atividades que dependem das pessoas, como criatividade, análises mais qualitativas e estratégias.

 

CPS ou Sistemas Ciber-Físicos

São sistemas que digitalizam todos os objetos e processos físicos na empresa, criando um “irmão gêmeo digital” para cada um. Esse chamado Digital Twin é dinâmico, ou seja, quando se altera um pedido no software, a máquina interligada já inicia a produção automaticamente. Com os CPS você pode realizar testes, simulações, controle de falhas e prevenção na queda da performance. 

Manufatura Aditiva

Também conhecida como Impressão 3D, é a adição de material em camadas finas para fabricar objetos, em uma montagem de baixo para cima. Permite criar protótipos a um menor custo e tempo, fazer testes e minimizar o desperdício de recursos na indústria.

 

Essas são algumas das tecnologias que irão dominar a indústria nos próximos anos. É importante lembrar que para além das tecnologias digitais, é importante que as corporações cruzem os processos organizacionais e gerenciais com os digitais. Segundo o framework das Capacidades Dinâmicas, popularizado por David Teece, Gary Pisano e Amy Shuen, o sucesso na performance das empresas depende de integrar esses três eixos do negócio, para que seja possível responder rapidamente às mudanças dos ecossistemas industriais. 

 

Se quiser saber como algumas dessas tecnologias podem ser aplicadas em seu projeto, juntamente com técnicas de usabilidade, para estreitar ainda mais o relacionamento com o seu usuário final, entre em contato com nossa equipe. Estamos prontos para ajudar sua empresa a alcançar os melhores resultados na Indústria 4.0.

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Quem escreveu este conteúdo:

Bruna Reis

Bruna é bacharel em Comunicação - Jornalismo pela PUCRS, cursando especialização em User Experience, também na PUCRS. Já foi repórter de portais de notícias e revistas de ciência. Hoje, dedica seu tempo a aprender cada vez mais sobre a arte da redação, aliada à experiência do usuário.

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