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Em estratégias e projetos de UX, a importância da pesquisa é fundamental para o desenvolvedor. Para um profissional de UX, é impossível tomar decisões baseados em suposições. As pesquisas, sejam quantitativas ou qualitativas, permitem que os desenvolvedores saibam mais sobre o usuário, compreendam suas dores e necessidades com mais profundidade, e  apresentem melhorias e aperfeiçoamentos nas plataformas, aplicativos e sites onde esse público cria um vínculo com marcas e empresas através de uma experiência de usuário agradável e que realmente solucione seus problemas.

De uma forma simplificada, podemos diferenciar a pesquisa quantitativa em UX da pesquisa qualitativa por seus resultados. A pesquisa quantitativa oferece resultados numéricos, enquanto a pesquisa qualitativa provêm resultados em dados que não simples de encaixar em um cálculo. 

Pesquisa Qualitativa x Pesquisa Quantitativa em UX

Em UX, o tipo de pesquisa que se escolhe depende muito de quais são os objetivos para aqueles resultados, e que tipo de dados providos nos resultados ajudarão os desenvolvedores a compreender melhor as necessidades dos usuários. De qualquer forma, ambas as pesquisas têm o seu valor, ainda mais se tratando de experiência de usuário. A forma como se analisa e calcula os dados pode oferecer insights valiosos que guiam um time de desenvolvimento de UX a aprimorar seus processos. 

Pesquisa quantitativa de UX: definição, benefícios e uso

Vamos começar pelos números. O que é pesquisa quantitativa de UX e quais benefícios de aplicá-la durante a condução de um projeto? A pesquisa quantitativa de UX é um processo de colecionar e analisar objetivamente dados mensuráveis através de vários tipos de testes de usuários.

Dados quantitativos quase sempre são numéricos e são mais utilizados em análises estatísticas, matemáticas e computacionais. Como o nome sugere, a pesquisa quantitativa do usuário tem como objetivo a produção de resultados quantificáveis.

Dentro de uma estratégia de UX, análises são uma vasta fonte de dados quantitativos. Visitas em páginas, taxas de rejeição e taxas de conversão são exemplos de dados quantitativos bastante valiosos que podem ser encontrados através de análises.

Sessões de testes de usuários também podem ser ótimas fontes de dados quantitativos. Conclusões de tarefas, cliques, números de erros e taxas de sucesso são formas de dados quantitativos que podem ser obtidas ao incluir elementos desta abordagem na aplicação de testes de usuário.

Devido à característica de objetividade da pesquisa quantitativa de UX, os dados encontrados provavelmente são menos propensos a ter preconceito humano, porque é mais difícil conduzir os usuários a determinados resultados, além das condições de estudo serem bem definidas, rigorosas e controladas.

Pesquisa qualitativa de UX: definição, benefícios e uso

 

A pesquisa de UX qualitativa é o processo de coletar e analisar dados não-numerais na forma de opiniões, comentários, comportamentos, sentimentos e motivações. Dados qualitativos apontam para um olhar mais aprofundado nos padrões de comportamento humano.

 

Dados qualitativos não são tão simples de serem contados e acrescentados em um cálculo quanto o seu primo nada distante, o dado quantitativo. Enquanto a pesquisa de UX quantitativa frequentemente oferece uma visão mais abrangente, a pesquisa de UX qualitativa se aprofunda mais nos porquês.

 

A pesquisa qualitativa é apresentada no formato de pesquisas de usuário, entrevistas, observações, análises investigativas e grupos focais. Assim como os dados quantitativos, sessões de testes de usuários proporcionam inúmeras oportunidades de reunir dados qualitativos.

 

Conduzindo uma pesquisa qualitativa ou quantitativa de UX

 

Enquanto a pesquisa qualitativa de UX pode ser conduzida em qualquer ponto do desenvolvimento, é melhor realizar a pesquisa quantitativa no final do processo, seja no início ou no final de um ciclo de desenvolvimento. Os objetivos da pesquisa quantitativa é somar e avaliar métricas de um site ou app existente. Empresas costumam utilizar a pesquisa quantitativa para avaliar se é necessário voltar no processo de desenvolvimento para fazer uma correção, acompanhar a usabilidade de um produto durante um período de tempo, e comparar um app ou site com seus concorrentes. 

 

A pesquisa qualitativa também é utilizada para calcular o ROI, o Retorno Sobre Investimento, com a finalidade de entender o quão eficiente um site ou app pode ser obtendo um lucro considerável. Os benefícios da pesquisa qualitativa são diversos. Ela oferece um olhar mais aprofundado sobre os usuários e frequentemente revelará coisas que dados quantitativos não mostram. Testes qualitativos aplicam uma abordagem de pensar alto que possibilita aos desenvolvedores de UX adentrarem a mente dos usuários utilizando algum app ou plataforma e observar como eles navegam em seus ambientes e que tipo de resposta eles darão.

 

Dados qualitativos auxiliam estratégias de UX a coletar escolhas acuradas dos usuários ao contrário de suposições sobre causas. Obter essas evidências empáticas e conduzidas por emoções torna mais fácil convencer investidores a apostar nas mudanças de um produto.

 

Por outro lado, a pesquisa qualitativa de UX é tanto formativa quanto somativa, e é utilizada para informar decisões de desenvolvimento de um projeto a qualquer ponto do ciclo de desenvolvimento, garantindo que o app ou site está no caminho certo. A pesquisa qualitativa identifica os problemas principais de desenvolvimento, ajustes na usabilidade, e ajuda a descobrir soluções possíveis para os desenvolvedores dentro do próprio processo.

Além disso, porque a pesquisa quantitativa normalmente envolve um grande número de usuários participantes, no caso, acima de 30, conduzir testes de usabilidade quantitativos muito cedo ou muitas vezes durante o desenvolvimento pode custar caro, considerando que quanto mais intimista e menor (de 5 a 8 participantes) o teste qualitativo for, é frequentemente mais acessível financeiramente e fácil de justificar aos investidores.

Metodos de Pesquisas de UX

Quais perguntas os métodos de pesquisas UX respondem?

Existem diversos métodos de pesquisa UX que abrangem dados tanto qualitativos quanto quantitativos. Além disso, é incomum entre desenvolvedores UX aplicar apenas uma forma de pesquisa. Isso porque os dados obtidos em pesquisas qualitativas e quantitativas de UX funcionam melhor juntos, para se obter uma ideia mais completa dos ajustes a serem feitos e das suas possíveis soluções.

Conduzir ambos tipos de pesquisa no mesmo projeto ajuda os desenvolvedores a formar hipóteses ao mesmo tempo em que eles surgem com as métricas para testar. Utilizar apenas um tipo de pesquisa UX acaba levando a perguntas sem respostas ou métricas falsas e vagas. Quando utilizados em conjunto, dados quantitativos vão responder aos desenvolvedores “o quê, quanto ou quantos?“, e dados qualitativos respondem questões do tipo “como?”.

Outro ponto importante para se abordar é que a análise de dados não é exatamente a mesma coisa que pesquisa quantitativa de UX. Na verdade, existem 4 diferenças relevantes entre os métodos.

 

1 – Orientado ao Usuário vs. Orientado ao Negócio

Empresas que investem em tecnologia buscam insights para entender os usuários, suas experiências, motivações e como os produtos desta marca afetam a vida deles. Desenvolvedores de UX e analistas de dados possuem similaridades e diferenças na busca por estas informações. A pesquisa quantitativa de UX fornece insights sobre pessoas. Em suas pesquisas, os desenvolvedores de UX abordam questões como:

Pesquisa Quantitativa de UX

Analistas de dados buscam respostas para questões mais práticas e relacionadas ao produto, como a performance de um produto, ou como o recurso de um app modifica métricas comportamentais como cliques ou tempo gasto. Analistas de dados se perguntam quais são os recursos mais utilizados, e os mais abandonados, mas nem sempre se perguntam o porquê.

2 – Intenção do Usuário vs. Ação do Usuário

As ações de um usuário dizem sobre o que está acontecendo. Por exemplo, quantas vezes os usuários clicaram em algo, com que frequência eles voltam ao app, ou quanto tempo eles passam em um site. Já as intenções do usuário, por outro lado, tem mais a ver com a relação entre pessoas que usam o produto e recursos disponíveis e indisponíveis. Por exemplo, depois de 10 cliques em um botão ou uma área, quantos destes foram sobre interesse e quantos foram sobre frustração? E quanto do tempo que o usuário passa no site foi bem aproveitado, ou quanto tempo foi sobre o usuário procurando algo que ele não conseguiu encontrar porque a UX era pouco intuitiva?

Pesquisadores qualitativos e quantitativos de UX estão interessados em entender como as pessoas utilizam apps, sites e produtos digitais, quais os produtos que talvez elas tenham e como cada plataforma funciona de forma diferente para eles. A pesquisa quantitativa de UX busca adquirir insights sobre a intenção das pessoas durante o uso do produto através dos padrões de comportamento coletados em dados. A pesquisa quantitativa quer medir a qualidade da experiência do usuário com pesquisas e dados comportamentais.

3 – Inferência vs Precisão de Predicação

Assim como analistas de dados, pesquisadores quantitativos de UX utilizam uma variedade de ferramentas estatísticas para reunir insights dos dados coletados. Mas os objetivos são diferentes. A pesquisa quantitativa de UX é motivada pela inferência, que significa derivar conclusões a partir de premissas conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em muitos casos, a pesquisa quantitativa de UX não está procurando prever alguma tendência do futuro, mas sim entender melhor os fatores subjacentes da experiência ou comportamento do usuário. É por isso que pesquisadores de UX, quantitativos ou qualitativos, utilizam com mais frequência modelos de ciências sociais para buscar mais interpretações das informações, porém com menos precisão de predicação, que é um procedimento utilizado para maximizar a preservação de valores reais.

4 – Analisando Pesquisa de Dados vs. Dados de Comportamento Registrado

Na ciência de dados, logs de atividade são a fonte primária de dados. Na pesquisa quantitativa de UX é utilizada a combinação de dados de log e dados de pesquisa de autorrelato.Dependendo das questões da pesquisa, pode se usar uma única fonte de dados ou combinar múltiplos métodos de coleta e análise de dados. 

Analisar dados de pesquisa requer uma metodologia diferente de analisar dados de log. Para que os dados de pesquisa façam sentido de forma precisa, a pesquisa quantitativa de UX deve considerar o desenvolvimento e processo da coleta de dados de pesquisa. Já os dados de log são mais requisitados do que os de pesquisa, e como resultado, a velocidade de algoritmos é uma questão crítica no aprendizado de dados de log, que normalmente não surgem nos dados de análise de pesquisa.

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Quem escreveu este conteúdo:

Matias Lucena

Matias Lucena, bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), redator publicitário, ilustrador de final de semana e apaixonado por música, futebol, quadrinhos e cinema. The Wire é o melhor storytelling da TV, mas meu coração vai estar sempre com a Família Soprano.

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