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Os aplicativos já fazem parte da rotina dos usuários, disso ninguém tem dúvidas. Eles passaram do entretenimento para as tarefas diárias, como pedir comida, as compras do mercado e o gás ou, então, para até mesmo acionar um prestador de serviço. O desenvolvimento de app já está no radar de muitas empresas, que esperam expandir seus negócios através desse novo tipo de mídia. 

 

Errados não estão, pois, para 3,2 bilhões de usuários de smartphones no mundo todo, 88% do seu tempo no celular é gasto em apps, segundo estatísticas da BuildFire de 2021. É muita coisa, se pensarmos que usamos nossos dispositivos desde que acordamos, no trabalho, no transporte, enquanto comemos e antes de dormir. Ou seja, o dia inteiro! Mas onde entra o desenvolvimento de app nisso tudo? Na hora do seu aplicativo se sobressair sobre os outros milhões existentes. 

 

Para se destacar no mar de apps, é preciso que ele seja usado

Para que o desenvolvimento do seu app seja rentável, não basta apenas desenvolvê-lo. É preciso que os usuários o encontrem nas lojas, façam o download e o usem regularmente. Com isso em mente, dá só uma olhada nos dados abaixo:

Agora, tente responder, como se destacar no meio de tantos apps? Aqui entram as estratégias que aplicativos de grande sucesso usaram e continuam utilizando para que o desenvolvimento dessas ferramentas seja eficiente e realmente cative o usuário. 

 

Vamos pegar o iFood e a Uber como exemplos. A maior foodtech da América Latina era responsável pela entrega de 40 milhões de pedidos por mês, em média, até 2021. No último mês de março, bateu recordes com 60 milhões de pedidos. E esse avanço não é uma exceção: a empresa cresce mais do que 100% em todos os anos. Qual o segredo? Entregar muito mais do que comida e contar com a análise de dados para fornecer ao seu usuário exatamente o que ele precisa. 

 

A Uber, por sua vez, se denomina como uma plataforma integrada de mobilidade, presente em mais de 10 mil cidades do planeta, em 69 países. Com mais de 93 milhões de usuários no mundo, ela realiza 16 milhões de viagens ou entregas por dia. Isso é ter o seu app utilizado! Mas como chegar a esse resultado no desenvolvimento do seu app? Novamente, é preciso entender que a Uber, por exemplo, é muito mais do que uma ferramenta de caronas.  

 

No mar de apps, a bússola para o sucesso é o planejamento

diagrama de planejamento de app

Se existe um ponto no desenvolvimento de aplicativos que pode servir de exemplo de como fazer um app de sucesso, talvez seja a maneira de planejar. Em questões técnicas de desenvolvimento, é muito difícil, e talvez até inútil, elencarmos quais são as que apps de sucesso utilizaram ou utilizam, pois recursos que podem servir para uns, podem não servir para outros. 

 

Mas uma coisa é certa: a melhor estratégia de desenvolvimento de um app envolve o PLANEJAMENTO. É nele que serão definidos o objetivo do app, o público-alvo, a jornada do usuário, desenvolvimento com UX/UI, o investimento, a linguagem e ferramenta de desenvolvimento e por aí vai. É nessa etapa que se cria a base para que o seu app atenda às necessidades do público, seja simples, intuitivo, fácil de navegar e crie uma relação de proximidade e necessidade com o usuário. 

 

Se mesmo antes do desenvolvimento do app propriamente dito, sua empresa colocar em prática esse planejamento apurado, realizar pesquisas com o usuário, testes de usabilidade e garantir que as funcionalidades tenham um fluxo inteligente de informações, com certeza o aplicativo cativará mais usuários.

 

Para te ajudar a entender melhor o porquê de tudo isso influenciar tanto no desenvolvimento de app, vamos explicar algumas etapas a seguir. 

 

O que o seu aplicativo é. E o que ele não é também.

É isso mesmo. Um dos pontos mais importantes é saber exatamente qual o serviço que o seu app prestará ao usuário, qual o objetivo dele. A partir da ideia, é preciso procurar clareza sobre o problema que o aplicativo deve resolver. 

 

No caso da Uber, por exemplo, “oferece uma plataforma tecnológica para que motoristas parceiros se conectem de forma fácil e descomplicada a usuários que buscam viagens acessíveis e confiáveis”, segundo o próprio site da empresa. Além disso, eles definem mais alguns objetivos, como oferecer uma gama maior de mobilidade às pessoas, possibilitar que motoristas tenham mais formas de ganhar dinheiro, e diminuir a necessidade de se ter um carro, colaborando para diminuir congestionamentos nas cidades.

 

A Uber também define o que o aplicativo NÃO É, como forma de evitar qualquer tipo de confusão. 

Mas por que tanta preocupação em frisar o que não são? Um aplicativo bem-sucedido precisa gerar valor para seus usuários, e a forma mais eficiente de fazer isso é descobrindo o real problema a ser resolvido, focando todo o planejamento, criação de jornada, escolha das funcionalidades e o desenvolvimento nesse alvo. Sabendo qual é o objetivo, passamos para outro ponto importante, o público-alvo. 

 

Quem vai usar o app? 

Se você não sabe quem é o seu usuário ideal, ou quem irá utilizar o seu app, como saberá quais interações e funcionalidades precisa priorizar? É a partir do público-alvo que sua empresa consegue criar um relacionamento com ele, sendo capaz de fidelizá-lo, fazendo com que ele use o aplicativo mais e mais vezes. Quanto mais dados forem obtidos sobre essa audiência, mais precisa será a jornada do usuário que você entregará. 

 

Lembre-se, pode ser que o seu app tenha mais de um público-alvo. Esse é o caso do iFood e da Uber, por exemplo. No iFood, quem usa o app são os restaurantes ou estabelecimentos que vendem os produtos, o consumidor que irá pedir e o entregador. Na Uber, existe o usuário que irá chamar um carro e o motorista. Todos esses públicos utilizam o aplicativo de forma diferente, com recursos diferentes. Além disso, dentro de um mesmo tipo de público, também podem existir enormes diferenças e preferências distintas, que irão impactar no produto final do seu app e no UX design. 

 

Na Uber, por exemplo, existe o serviço UberX, para clientes que procuram preços mais acessíveis e não se importam em utilizar carros mais comuns; o Uber Confort, por um preço um pouco mais alto, o cliente conta com carros maiores e mais espaçosos; o Uber Juntos, para dividir com outros passageiros; e o Uber Black, para os usuários mais exigentes que preferem carros sedã e uma experiência premium. 

Mas os serviços oferecidos já mudaram desde o início da empresa, em 2010, com a adição de serviços de entrega, como o Uber Flash, de entrega de alimentos, o Uber Eats, o Uber Empresas, Uber Direct, Uber Taxi e por aí vai. Todas essas mudanças não surgem do nada, mas sim, da análise de mercado, do contexto de utilização e de dados do próprio aplicativo para avaliar as jornadas dos usuários, principais necessidades e reclamações. E isso nos leva ao próximo tópico, a experiência do usuário. 

 

Como o público usará o app?

Agora que você já tem a ideia, o objetivo do app e o público-alvo, é preciso pensar também em como esse app será utilizado por cada público definido. A jornada do seu usuário dentro do aplicativo precisa fazer sentido. É para isso que existem as técnicas de desenvolvimento com UX

 

A primeira preocupação é pensar onde esse usuário vai estar quando estiver utilizando o app: em pé, sentado ou deitado? Parado ou em movimento? A internet vai pegar legal? Todos esses detalhes influenciam na experiência do usuário. É importante também que a jornada no app conte uma história, onde todos os passos façam sentido. Aqui vai um exemplo do que estou falando: 

 

Imagine se ao abrir o iFood, surgisse diretamente uma mapa com pins, mostrando onde ficam os restaurantes e só. Agora pense em como você utiliza o aplicativo, buscando restaurantes e seus cardápios, querendo ver preços e fotos, dentro de todo um processo para o pedido acontecer. Faria sentido? Provavelmente não. Por isso que o iFood tem sim um mapa, mas ele aparece apenas após o pedido concluído e enviado, no momento do rastreio da entrega, porque é onde faz sentido ele aparecer na experiência do usuário desse app. Já na Uber, se quiser, você consegue acessar o mapa como primeiro passo para selecionar algum endereço, pois é um aplicativo que te levará a algum local. 

aplicativos do ifood e uber

Imagem: Screenshots das primeiras telas dos aplicativos iFood e Uber.

 

Depois de definir como o usuário vai utilizar a ferramenta, qual a jornada e o passo a passo da interação, chegou a hora do desenvolvimento com UX. A UX para aplicativos a melhor usabilidade possível para o seu app, garantindo que ele seja intuitivo, fácil de usar e que siga os princípios de arquitetura da informação, que organiza tudo o que há ali para que a interação seja compreensível ao usuário. É o exemplo do momento em que deve entrar o mapa dado acima. 

 

E todo esse conjunto, de UI/UX para aplicativos, ajuda a garantir que depois de baixarem o seu app, os usuários terão uma experiência positiva e continuarão a utilizá-lo. Esse percentual de usuários que voltam a usar o app, inclusive, é um indicador de sucesso ainda mais importante do que o número de downloads. 

 

Outra questão bem importante de UX para aplicativos que pode surgir com a maneira como seus usuários usam o app são as atualizações e mudanças a partir de feedbacks. O vice-presidente de estratégia do iFood, Diego Barreto, disse em uma entrevista que o que está por trás do crescimento enorme da empresa é a capacidade em tempo real de compreensão de comportamentos e cenários, resultando no ajuste constante dos produtos. Ele elencou três estratégias que ajudaram o iFood a crescer na pandemia: 

Ah, finalmente o desenvolvimento!

 

Após todo esse planejamento, chegamos à fase de desenvolvimento. E sabe o que tem nessa fase também? Mais planejamento! É isso mesmo. Para que o seu app seja desenvolvido sem desperdício de gastos, o desenvolvedor também precisa se planejar. Para isso, ele vai utilizar tudo que já foi decidido e fará o chamado levantamento de requisitos, onde serão elencadas todas as funcionalidades, o tamanho que terá o aplicativo, quantas informações por tela, se terão informações confidenciais (como dados de endereço e pagamento), qual o investimento disponível e qual a linguagem de programação que se encaixa melhor para esse projeto. 

Só então que o programador pega o projeto e começa a escrever os códigos. E mesmo assim, será preciso realizar testes em protótipos durante o desenvolvimento do aplicativo. 

Quem vai fazer?

É um processo bem complexo, como acabamos de perceber. Mas existem empresas de desenvolvimento de aplicativos, com equipes técnicas e multidisciplinares que englobam todos os processos de um projeto assim, desde atendimentos, redatores e UX designers, até os desenvolvedores e programadores. É o caso da Attri

Temos diferentes especialistas, das diferentes áreas envolvidas no processo de desenvolvimento de aplicativos, podendo auxiliar o seu negócio desde a concepção da ideia, o planejamento e desenvolvimento, até o lançamento, com estratégias de marketing e suporte. 

Converse com nossos consultores para juntos encontrarmos a melhor solução, tirarmos a sua ideia do papel e a transformarmos em um app de sucesso.

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Quem escreveu este conteúdo:

Bruna Reis

Bruna é bacharel em Comunicação - Jornalismo pela PUCRS, cursando especialização em User Experience, também na PUCRS. Já foi repórter de portais de notícias e revistas de ciência. Hoje, dedica seu tempo a aprender cada vez mais sobre a arte da redação, aliada à experiência do usuário.

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